Estados

As 7 menores cidades de Pernambuco em população

Quando se fala em Pernambuco, muita gente pensa imediatamente no Recife, nas praias movimentadas e nas grandes festas populares. Mas o estado também pode ser conhecido por seus pequenos municípios, onde a população cabe em poucos milhares de habitantes e a vida cotidiana tem uma relação próxima com o território. Para apresentar um ranking com uma referência definida, este artigo utiliza os dados do Censo Demográfico de 2010 do IBGE. Trata-se, portanto, de um retrato histórico: os números e as posições abaixo não devem ser confundidos com o ranking do Censo de 2022 ou com estimativas populacionais posteriores.

As 7 menores cidades de Pernambuco em população

Conhecer as menores cidades de Pernambuco é uma maneira de olhar para além dos destinos mais famosos do estado. Nesses municípios, as feiras, as praças, os pequenos estabelecimentos comerciais e as celebrações religiosas costumam ocupar um lugar importante na convivência. Isso não significa que todas essas localidades sejam iguais. Mesmo com populações próximas, cada uma possui uma trajetória própria, condições ambientais particulares e diferentes relações com os municípios vizinhos.

Antes de conferir a lista, vale esclarecer o significado de “cidade” utilizado aqui. No uso cotidiano, a palavra frequentemente aparece como sinônimo de município, mas existe uma diferença: o município inclui tanto a sede urbana quanto suas áreas rurais. O ranking considera a população total de cada município, e não apenas os moradores da sede. Fernando de Noronha não entra nessa comparação porque é um distrito estadual, não um município pernambucano.

Também é importante não confundir população pequena com território pequeno ou pouca relevância cultural. Alguns municípios pouco populosos possuem comunidades espalhadas pela zona rural e enfrentam desafios consideráveis para oferecer transporte, educação e atendimento de saúde. Ao mesmo tempo, preservam histórias e referências culturais que ajudam a compreender a diversidade pernambucana. No recorte do Censo de 2010, as sete localidades apresentadas a seguir tinham menos de sete mil habitantes.

Ranking de 1 a 7: população e detalhes de cada cidade

A ordem abaixo vai do município menos populoso para o mais populoso dentro desse grupo de sete. Itacuruba ocupa a primeira posição, com 4.369 habitantes, enquanto Granito encerra a seleção, com 6.855 moradores. Entre esses extremos aparecem Ingazeira, Calumbi, Solidão, Terezinha e Quixaba, municípios distribuídos principalmente pelo interior sertanejo, com presença também do Agreste.

Um detalhe chama a atenção: Terezinha e Quixaba estavam separadas por apenas dois habitantes naquele levantamento. Essa proximidade mostra como pequenas diferenças podem determinar uma posição no ranking. Por isso, misturar números de censos distintos ou acrescentar uma estimativa mais recente a apenas uma das cidades prejudicaria a comparação.

Todos os totais apresentados nesta lista seguem, assim, a mesma referência temporal e territorial: população municipal registrada pelo IBGE no Censo de 2010. Além dos números, os perfis ajudam a entender onde ficam esses municípios e quais características tornam cada um deles particular.

1. Itacuruba — 4.369 habitantes

Com 4.369 habitantes no Censo de 2010, Itacuruba era o município menos populoso de Pernambuco naquele levantamento. Localizada no Sertão do São Francisco, a cidade possui uma história profundamente ligada ao rio e às transformações provocadas pela construção da barragem de Itaparica. A formação do reservatório levou à transferência da antiga sede municipal para uma nova área.

Essa mudança é fundamental para compreender Itacuruba. Não se tratou apenas de construir novas ruas e moradias: o deslocamento alterou vínculos com a paisagem, espaços de convivência e formas de trabalhar. A memória da antiga cidade continua sendo uma referência importante para a identidade local e para as histórias transmitidas entre gerações.

O município também abriga comunidades indígenas e quilombolas, cuja presença amplia a importância cultural desse território. Por isso, olhar para Itacuruba apenas como a primeira colocada em uma lista populacional seria insuficiente. Seu pequeno número de moradores contrasta com a complexidade de sua trajetória e com a relevância das discussões sobre território, pertencimento e preservação da memória.

2. Ingazeira — 4.496 habitantes

Ingazeira aparece em segundo lugar, com 4.496 habitantes em 2010. Situada no Sertão do Pajeú, integra uma região conhecida pela força da poesia popular, da cantoria e de diferentes expressões da cultura sertaneja. Seu nome também tem importância na história da ocupação regional, embora hoje seja menos conhecida nacionalmente do que outros municípios pernambucanos.

A vida local mantém vínculos com o comércio de pequena escala, os serviços públicos e as atividades rurais. Como acontece em outras cidades pequenas, parte das necessidades dos moradores é atendida por centros urbanos próximos. Consultas especializadas, compras específicas e oportunidades de estudo podem exigir deslocamentos, criando uma rotina de circulação entre municípios.

Para conhecer Ingazeira além das estatísticas, vale observar sua sede, as comunidades rurais e os espaços de encontro da população. As celebrações religiosas e as manifestações culturais ajudam a revelar uma cidade que não se resume ao tamanho demográfico. É justamente nessa escala mais próxima que muitas relações comunitárias se tornam visíveis.

3. Calumbi — 5.648 habitantes

A terceira posição pertence a Calumbi, que registrou 5.648 habitantes no Censo de 2010. O município fica no Sertão do Pajeú e mantém relações com cidades da região, entre elas Serra Talhada. Essa localização ajuda a compreender a circulação de pessoas em busca de comércio, atendimento de saúde, educação e outros serviços.

A população municipal inclui os moradores da sede e aqueles que vivem na zona rural. Essa distinção é especialmente importante em localidades pequenas, nas quais parte significativa da experiência cotidiana acontece fora do núcleo urbano. As condições das estradas, o acesso à água e o transporte escolar, por exemplo, podem ter grande impacto na organização das famílias.

Calumbi também expressa características culturais do interior pernambucano, com destaque para a convivência comunitária e as tradições religiosas. Seu perfil convida a uma observação sem pressa: mais do que procurar grandes atrações, conhecer o município envolve perceber a relação entre a paisagem sertaneja, os espaços públicos e as histórias de seus moradores.

4. Solidão — 5.744 habitantes

Solidão ocupava o quarto lugar entre os municípios menos populosos de Pernambuco, com 5.744 habitantes em 2010. Também localizada no Sertão do Pajeú, a cidade chama a atenção pelo nome e pela presença da religiosidade em sua identidade. A diferença para Calumbi, naquele censo, era de apenas 96 moradores.

Um de seus principais pontos de referência é a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, associada à devoção e à visitação religiosa. O local ajuda a projetar o nome de Solidão para além de seus limites municipais. Em ocasiões de celebração, a presença de visitantes modifica o movimento habitual e dá maior visibilidade ao comércio e aos serviços locais.

Essa movimentação mostra que a população residente não conta toda a história de uma cidade. Mesmo com poucos habitantes, um município pode atrair pessoas de outras localidades por motivos religiosos, culturais ou familiares. Em Solidão, a relação entre fé, paisagem e convivência é uma das chaves para entender a importância do lugar para seus moradores e visitantes.

5. Terezinha — 6.737 habitantes

Terezinha aparece na quinta colocação, com 6.737 habitantes no Censo de 2010. Diferentemente da maior parte dos municípios desta seleção, fica no Agreste pernambucano, na região de influência de Garanhuns. Essa posição geográfica oferece um contexto distinto daquele encontrado nas cidades sertanejas que predominam no ranking.

As atividades rurais, o pequeno comércio e os serviços fazem parte da dinâmica municipal. A relação com centros próximos também é importante, principalmente quando os moradores precisam acessar estruturas que não estão disponíveis localmente. Essa integração regional é comum em municípios pequenos e ajuda a compreender como a vida econômica ultrapassa as fronteiras administrativas.

Terezinha merece atenção ainda por uma curiosidade numérica: tinha somente dois habitantes a menos que Quixaba. Embora essa diferença determine a ordem da lista, ela não representa uma distância significativa entre os portes populacionais. As duas cidades estavam praticamente empatadas em número de moradores, mas inseridas em ambientes e trajetórias municipais diferentes.

6. Quixaba — 6.739 habitantes

Com 6.739 habitantes em 2010, Quixaba ocupa a sexta posição. O município fica no Sertão do Pajeú, próximo de Afogados da Ingazeira, e participa das relações econômicas e sociais dessa região. Seu cotidiano combina a vida na sede urbana com as atividades desenvolvidas nas comunidades rurais.

As condições do semiárido são um elemento importante para compreender o território. A disponibilidade de água, a irregularidade das chuvas e as estratégias de convivência com os períodos secos influenciam o planejamento das famílias e as atividades agropecuárias. Esses fatores também ajudam a explicar a importância das políticas de abastecimento e da infraestrutura rural.

Apesar da proximidade populacional com Terezinha, Quixaba apresenta características próprias. A inserção no Pajeú aproxima o município de uma tradição cultural marcada pela oralidade, pela poesia e pelas festas populares. Conhecê-lo exige olhar tanto para os números quanto para essas relações regionais, que dão significado à experiência de viver em uma pequena cidade sertaneja.

7. Granito — 6.855 habitantes

Granito fecha o ranking com 6.855 habitantes no Censo de 2010. Localizado no Sertão do Araripe, o município amplia a diversidade geográfica da seleção. Embora seja o mais populoso entre os sete apresentados, ainda estava abaixo da marca de sete mil moradores, mantendo um porte demográfico bastante reduzido.

A vida municipal reúne atividades rurais, comércio e serviços, em conexão com outras cidades do entorno. Assim como nos demais casos, o total populacional corresponde a todo o território municipal. Portanto, não seria correto imaginar que os 6.855 habitantes estavam concentrados apenas nas ruas da sede.

Granito mostra como o interior pernambucano abriga localidades pouco conhecidas fora de sua região, mas importantes para quem vive nelas. A participação das comunidades rurais, os vínculos familiares e as tradições locais ajudam a compor sua identidade. Encerrar a lista com o município é lembrar que os rankings organizam informações, mas não substituem o conhecimento da realidade de cada lugar.

Itacuruba, Ingazeira, Calumbi, Solidão, Terezinha, Quixaba e Granito formavam o grupo dos sete municípios menos populosos de Pernambuco no Censo de 2010. Mais do que uma sequência de números, a lista revela diferentes faces do interior: a memória de uma cidade reassentada, a força da religiosidade, a cultura do Pajeú e as relações entre áreas urbanas e rurais. Para identificar as menores cidades atualmente, é necessário refazer a comparação com o Censo de 2022 ou com uma mesma edição das estimativas do IBGE para todos os municípios.

Visitado 1 vezes, 1 visita(s) hoje

Compartilhe agora mesmo:

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe um comentário

*

Seja o primeiro a comentar!